Leiam esse texto escrito ontem:
No fatídico episódio da abordagem do repórter Danilo Gentilli do programa Custe o Que Custar (CQC) do Grupo Bandeirantes (Band TV), pela Polícia Militar de Assis. Faço algumas considerações.
Após apresentarem a reportagem os âncoras do “CQC”, Rafael, Marcelo e Marco, além do envolvido Danilo, todos fizeram sérias e duras críticas à prática de “Tolerância Zero” aplicada pela Polícia Militar de Assis. Os jornalistas da citada emissora disseram que a ação é um resgate de uma lei contra a vadiagem, usada no período autoritário da política de Vargas. Sugerindo que Assis havia regredido. Na entrevista com o delegado seccional assistente Luís Antônio Ramão, o jornalista [Danilo] ironizou insinuando que a Polícia deveria ir a câmara prender quem não faz nada por lá.
Vamos analisar os fatos. Ou a emissora de TV, cortou partes da abordagem quando foram editar a matéria, que foi vinculada ontem (segunda – 09/11) em rede nacional do citado programa. Pois, em nenhum momento vemos o humorista verbalmente desacatando a autoridade dos policiais. Salvo, simbolicamente quando ele mostra o dedo para os PMs, alegando que aquele era o dedo que eles [policiais] apertaram e machucaram. Ou houve no mínimo excesso ou até mesmo abuso de autoridade por parte dos abordadores – o que me custa acreditar, pois estavam exercitando seus ofícios.
A polícia foi muito feliz, pois, mesmo descobrindo que se tratava de um profissional de rede nacional os Policiais Militares tiveram a coerência de encaminhá-lo a delegacia de Polícia, cumprindo suas funções.
Temos que ter senso crítico. E perceber que a mídia [televisiva] manipula e faz o que quer com as informações e com as notícias. E por morar em Assis, e perceber as mudanças substancias na diminuição de índices de violências na atuação da Polícia. Me expresso favorável à atuação dos nossos profissionais da segurança. E por conhecer os trabalhos da câmara. Se qualquer emissora e munícipe foi àquela instituição encontrão pessoas idôneas e trabalhadoras.
Gosto muito do estilo do programa CQC. É claro que o programa é diferenciado; mescla jornalismo com humorismo e nisso eles são primordiais. Mas, não podemos admitir que pessoas venham de fora, mesmo que da impressa, teçam seus comentários cômicos contra a nossa cidade, e vá embora. Conviva aqui, e perceba a mudança da atuação da Polícia e os trabalhos legislativos.
“Custa-me acreditar” que o programa tenha vindo a Assis para denegrir a imagem da cidade. Mas, essa foi à impressão que ficou. Ou mínimo insinuar que Assis esta voltando a “era do militarismo”.
Aos profissionais da comunicação. Nem de longe quero tolher a liberdade de imprensa de ninguém.
Márcio Alexandre da Silva
Educador. Natural de Oscar Bressane, residente em Assis/SP
marciobressane@ hotmail.com
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
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